sexta-feira, 18 de março de 2011

O MILAGRE DA POESIA

Povo lindo, povo inteligente,

LEIA E COMENTE ESTE POEMA E CONCORRA A 1 LIVRO "COLECIONADOR DE PEDRAS" grátis, autografado e entregue na sua casa. Simples assim.

abs.

sergio vaz

*a promoção vale quando atingir no 50 comentários
deixe nome e email

foto: marcelo min

"O Milagre da Poesia" - Sérgio Vaz


Sou poeta
e como poeta posso ser engenheiro,
e como engenheiro
posso construir pontes com versos
para que pessoas possam passar sobre rios
ou apenas servir de abrigo aos indigentes

Sou poeta
e como poeta posso ser médico,
e como médico
posso fazer transplantes de coração
para que as pessoas amem novamente
ou simplesmente receitar poemas
para tristezas com alergias
e alegrias sem satisfação.

Sou poeta
e como poeta posso ser operário
e como operário
posso acordar antes do sol e dar conta do dia,
e quando a noite chegar, serena e calma,
descansar a ferramenta do corpo
no consolo da família -
autopeças de minha alma.

Sou poeta
e como poeta posso ser assassino,
e como assassino posso esfaquear tiranos
com o aço das minhas palavras
e disparar versos de grosso calibre
na cabeça da multidão
sem me preocupar com padre, juiz ou prisão.

Sou poeta
e como poeta posso ser Jesus,
e como Jesus
posso descrucificar-me
e sem os pregos nas mãos e os fanáticos nos pés
andar livremente sobre terra e mar
recitando poesia em vez de sermão.

Onde não tiver milagres,
ensinar o pão.
Onde faltar a palavra,
repartir a ação.




*Do livro "Colecionador de pedras" (Global Editora

46 comentários:

  1. Essas palavras incentiva a percorrer a rotina diária. Obrigado!

    ResponderExcluir
  2. A delícia é que como poetas podemos simplesmente ser poetas. Abrir o peito e jogar no papelas dores, alegrias e seja lá o que for. Lindo texto. Poesia doce... carinho de mãe...

    ResponderExcluir
  3. Ser conhecedor da palavra,saber o que se diz,o que se faz,ter o hábito da leitura,da boa leitura.A vida é poesia e somos sobreviventes nesta vida e também poetas,cada um na sua função,realização,fazer rimas,versos com seu cotidiano,independente do que você seja.Recitar a verdade nos acalma a alma,esse é ''o milagre da poesia''.BELOS VERSOS.

    ResponderExcluir
  4. Poeta, engenheiro, médico...

    Sempre foda...

    Show

    ResponderExcluir
  5. Poeta! seria o "coringa" da sociedade... onde as pessoas não encontram respostas em suas escolas, igrejas, bibliotecas e etc... ainda bem que temos a poesia, para filosofar, explicar e acalentar...

    Bendito sejam os poetas!

    ResponderExcluir
  6. Olá poeta!
    Ser poeta é estar ou ser o infinito do imaginário, é poder enxergar aquilo que queremos sem barrar no impossível, no contestável.

    ResponderExcluir
  7. E pode-se ser tudo, e levar a vida como um poeta. Escrever com ações.

    Grande Sérgio Vaz, ser grande na vida.


    Você recitando foi uma das vezes que vi a poesia mais forte em minha frente.

    Forte abraço.

    ResponderExcluir
  8. como poetas temos a consciência de sermos consciente saber gritar e parecer apenas um susuuros nos ouvidos ... linda poesia temos sim que nos desdobrar e podemos ser que quisermos(poeta"engenheiro, medico ,operario,jesus ,assasino ..." e o melhor com consciência e sabr como tirar proveito de cada coisa... mais uma vez parabéns... vamos todos reparti a ação deste lindos versos...fui..>>

    ResponderExcluir
  9. Olá Sérgio, venho admirando sua poesia há algum tempo. Adoraria receber seu livro, autografado!

    Essa em especial... fiz mais uma estrofe como comentário.

    [digressão sobre o comentário]

    "De momento, naquilo a que chamamos globalmente um comentário, quero limitar-me a indicar que o desnível entre o texto primeiro e o texto segundo desempenha dois papéis solidários. Por um lado, permite construir (e indefinidamente) novos discursos: o pendor do discurso primeiro, a sua permanência, o seu estatuto de discurso sempre reactualizável, o sentido múltiplo ou escondido de que ele passa por ser o detentor, a reserva ou a riqueza essencial que lhe são atribuídas, tudo isso funda uma possibilidade aberta de falar. Mas por outro lado, quaisquer que sejam as técnicas usadas, o comentário não tem outro papel senão o de dizer finalmente aquilo que estava silenciosamente articulado no texto primeiro. O comentário deve, num paradoxo que ele desloca sempre mas de que nunca se livra, dizer pela primeira vez aquilo que já tinha sido dito entretanto, e repetir incansavelmente aquilo que, porém, nunca tinha sido dito (...) O comentário, ao dar conta das circunstâncias do discurso, exorciza o acaso do discurso: em relação ao texto, ele permite dizer outra coisa, mas com a condição de que seja esse mesmo texto a ser dito e de certa forma realizado (...)O novo não está naquilo que é dito, mas no acontecimento do seu retorno."

    Michel Foucault, A ordem do discurso, 1970.

    Sou poeta
    e como poeta posso ser poesia,
    e como poesia posso inverter o mundo
    e não mostrar-me aquilo que não sou
    mas o cuidado de mim (o cuidado de si)
    de ser aquilo que sonham-me:
    o poeta, a poesia e o leitor.

    Abraços

    Blog: http://annnothing.blogspot.com/
    twitter: @ramonlsa
    e-mail: ramonlsa@yahoo.com.br

    ResponderExcluir
  10. Parabéns ao poeta e parabéns também aos não poetas que acreditam que podem ser o que quiser!

    ResponderExcluir
  11. gostei muito! muito obrigado arquiteto das palavras.

    ResponderExcluir
  12. Sou poeta
    e como poeta posso ser eu
    sem precisar ser o empregado
    nem o consumidor na fila
    nem o transeunte com presa.
    Como poeta me reconstruo
    me reformulo, e forte
    diariamente volto
    para a lida
    para a luta
    para a vida
    que na sua maioria
    de poesia
    não tem nada.

    ResponderExcluir
  13. Só a Poesia!

    A poesia
    que me fez prestar
    a devida atenção no dia
    me fez ver que
    por mais que eu não queira
    o sol não se nega
    a garoa cai
    o filho chama pelo pai
    o beija-flor vai a flor
    e a abelha produz o néctar dos deuses
    as dores são sentidas
    as agonias são aflitas
    as piadas são curtidas
    no molho das alegrias
    a pedra não só pedra é
    a nuvem da asas a imaginação
    e no olhar da criança mesmo que só
    não se vê solidão
    a minha tez miscigenada
    prova que de puro não temos nada
    só a poesia!

    ResponderExcluir
  14. Um dos melhores poemas seus que eu já li, Sérgio.
    Quero ganhar o livro! hehehe

    Abraços,

    Mateus Potmati.

    ResponderExcluir
  15. Muito boa a poesia!!

    nos faz querer sermos o que temos vontade de sermos...

    Nos mostra o quão poderoso podemos ser com as palavras!!

    Meu nome: Michel Platiny Souza

    e-mail: mcsystem506@hotmail.com

    Abraço sv

    ResponderExcluir
  16. De hoje em diante, tambem quero ser poeta!

    ResponderExcluir
  17. Estou encantada com o seu trabalho, que descobri por acaso, após ler uma de suas frases no twitter. Amo a arte, e amo quem a valoriza, quem a faz!
    Grande abraço, de sua mais nova admiradora. Música e Paz!
    (marialeticia.contato@hotmail.com)

    ResponderExcluir
  18. Realmente o poeta pode ser tudo o que deseja, o que sonha, o que escreve, e a poesia exerce todos os papeis na vida, o de acalmar, o de fazer chorar, se apaixonar. Poesia é alma!
    (Mônica Yamashita matsue_yamashita@hotmail.com )

    ResponderExcluir
  19. Pra quem vive nessa incostante corrida cai como uma luva as palavras sabias de mESTRE sERGIO vAZ
    RaFRo rafrougodzilla@hotmail.com

    ResponderExcluir
  20. Sim! Você é poeta.
    É o poeta da rua
    Da simplicidade e autencidade do maravilhoso sonho que é Viver!
    É o poeta que cativa, que faz e acontece.
    Atitudes não te faltam,
    Boas palavras muito menos.
    Pois é... você é poeta!
    Poeta que ajuda, magnifica os olhares
    E que compreende os corações revoltos.
    Não, você não é Poeta.
    Você é a Poesia!!! A Poesia da Rua...
    A Rica poesia do dia-a-dia.
    Você é quem faz.
    Sérgio Vaz!


    __________


    Saudades da Cooperifa! Você, Sônia, Roses, Jairo, Cocão, Sales, Lu e muitas outras pessoas maravilhosas que moram no meu coração!!!

    ResponderExcluir
  21. O poeta pode ser tudo e nada ao mesmo tempo
    Lívia Corbellari
    liiviacor@gmail.com

    ResponderExcluir
  22. um poema que refleti o mundo e ação desses mundos,simplesmente o que há de verdade no poeta, extraordianário das palavras.

    ResponderExcluir
  23. Poesia que destrói pra reconstruir.

    ResponderExcluir
  24. Meu irmão, que coisa Linda! Achei esta poesia muito forte e profunda, extremamente sensível. A poesia nos dá liberdade, e a liberdade pode ser conquistada por tod@s que se rendem a ela, não é isso? Tremendo Asè! Parabéns e obrigado!
    @nettosilverio (Twitter)

    ResponderExcluir
  25. O QUE DIZER!!! SENÃO QUE MARAVILHA DE POEMA,COM UMA ESSÊNCIA UNICA, QUE EXALA UMA VERDADE INCOMPARAVEL, SERGIO VAZ SOU FÃ DOS SEUS VERSOS, MAS ESSE EM ESPECIAL ME TOCOU, É COMO SE FOSSE PARTE DE MIM...MAS UMA VEZ MEUS SINCEROS PARABENS.POR EVANILSON ALVES DE SALVADOR BAHIA.

    ResponderExcluir
  26. Sabe,também sou POETA .
    Um poeta emotivo e como emotivo choro.
    E nessa vc me fez chorar...
    Juro por DEUS e DEUS também chora.
    E ELE nunca vai embora...
    Pois gosta de se emocionar !
    PARABÉNS MEU AMIGO,PELA CORAGEM DE SER.
    PELAS PALAVRAS,NÃO EM RÉ,MAS EM SÍ MAIOR.
    MAIOR QUE UM CORAÇÃO,MAIOR QUE A RAZÃO,DE SER SIMPLESMENTE O QUE É !

    ResponderExcluir
  27. Só é realmente poeta aquele que é livre! E por ser um livre poeta torna-se o que sua alma queres no momento em que esta escrevendo, um profissional, um mendigo, um zilhonário, uma santidade.

    ResponderExcluir
  28. Sem muitos rodeios.
    Gostei do texto e quero o livro.

    ResponderExcluir
  29. A poesia forte, revolucionária.

    Elvio Fernandes
    nk.headmetal@hotmail.com

    ResponderExcluir
  30. não preciso de armas de fogo...
    não preciso de tanques de guerra..
    não preciso de bombas...
    preciso de palavras rimadas
    antes que acabamos em nada.

    ResponderExcluir
  31. Você como poeta também pode ser traficante...
    e como traficante pode traficar poesia marginal...
    que conseqüentemente causará usuários dependentes de esperança,auto-estima,denúncia,indignação,realidade,amor...enfim...
    Ahhhh,preciso de mais, muito mais!!!
    Estou na ´´ABSTINÊNCIA´´.


    Thomas
    t13furius@hotmail.com

    ResponderExcluir
  32. E as vezes posso ser apenas um ser humano, é tão bom ser humano...

    ResponderExcluir
  33. Sergio Vaz, massa!
    Como poetas - como poetas de combate! - somos parceiros de luta!

    Romário Hipólito
    romahipolito@yahoo.com.br

    ResponderExcluir
  34. Fico feliz que tenha nos dado a liberdade de comentar um poema seu; então vamos em frente e tendo em mente, que só iremos tocar a linha tênue da superfície dele; pois a profundidade e a intenção somente estão no coração de quem criou a poesia...

    Esse seu poema é parte de você mesmo, afinal de contas o que escrevemos brota de nós mesmos, embora como disse Fernando Pessoa, o poeta é um fingidor, pode até ter lá sua razão, mas creio que esse poema nasceu da alma, do desejo puro e simples de vermos a vida, sobre outros olhos. Sim, a poesia é simples como a vida. E a poesia nos faz isso mesmo: nos convida a andar pelos caminhos da nossa própria verdade, os caminhos em que mora o essencial. Se as pessoas soubessem ler poesia é certo que os terapeutas teriam menos trabalho e talvez suas terapias se transformassem em concertos de poesia!

    Octavio Paz, no livro “O arco e a lira” pág. 35, disse: “Palavras e as coisas sangram pela mesma ferida”. As palavras sangram? Sangram coisas? As palavras são sangue? Nietzsche achava que sim: “De tudo o que escreveu eu somente amo aquilo que o homem escreveu com o seu próprio sangue. Escreve com sangue, e experimentarás que sangue é espírito.”
    Guimarães Rosa, o Nietzsche brasileiro, diz coisa parecida ao revelar o segredo da sua escritura: “Para se poder ser feiticeiro da palavra, para estudar a alquimia do sangue do coração humano, é preciso provir do sertão.”
    Nietzsche e Guimarães Rosa falam sobre uma alquimia parecida em que o sangue é transformado em palavra, poesia. Quem lê bebe o sangue de quem escreveu. O ritual da leitura é como a eucaristia, uma refeição antropofágica.

    Quando leio seu poema em questão, tenho a mesma sensação do que disse Mario Quintana, quando escreveu esse:

    “Eu sonho com um poema
    Cujas palavras sumarentas escorram
    Como polpa de um fruto maduro em tua boca,
    Um poema que te mate de amor
    Antes mesmo que tu lhe saibas o misterioso sentido:
    Basta provares o seu gosto...”

    Minha interpretação é essa, que o seu desejo para nós leitores quando lermos o seu poema: O MILAGRE DA POESIA, fiquem com os olhos semelhantes aos seus. Assim, veremos o mundo da forma como você vê – e as palavras tornarão, então, desnecessárias. Não penso que seja pretensioso olhar o mundo com seus olhos, pois é esse o desejo embutido em tudo o que se chama arte. Cada tela é um convite para que o espectador veja o mundo com os olhos do pintor. A arte busca comunhão, e sua poesia é comunhão.

    No final do poema temos um alerta:
    “Onde não tiver milagres,
    nsinar o pão.
    Onde faltar a palavra,
    repartir a ação.”

    O filósofo austríaco Wittgenstein (1889-1951) disse: “Eu não gostaria que as coisas que escrevo poupassem as outras pessoas de pensar. Ao contrário, se possível, gostaria de estimulá-las a pensar pensamentos que fossem delas mesmas.”

    E essa parte final do poema é um convite a todos nós, a pensarmos por nós mesmos, a termos ação diante do mar revolto que é a vida. Agir. Termos atitude.
    Ora, não era isso que o poeta português Fernando Pessoa dizia, no poema Mar Português, sobre o temido Cabo Bojador, também conhecido como o cabo do medo, do inusitado e do desconhecido?

    “Valeu a pena? Tudo vale a pena
    Se a alma não é pequena.
    Quem quer passar além do Bojador
    Tem que passar além da dor.
    Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
    Mas nele é que espelhou o céu”.

    Sim e como vale a pena, e a poesia é por si só um milagre, que recebemos na vida. Aliás, não era isso que o Guimarães Rosa, disse no melhor conto que já li em toda a minha vida: “A terceira margem do rio”, do livro: Primeiras Estórias?

    “Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo.”

    Poeta e amigo Sérgio Vaz, essa poesia sua é um milagre que todos nós estamos vendo, obrigado por rasgar seu coração e compartilhar ela conosco.


    Atenciosamente,

    Marcelo Caldas
    marcelo.caldas7@gmail.com

    ResponderExcluir
  35. Suas poesias são muito espiradoras...
    Escrevo alguns poemas e tenho um blog onde posto eles, ainda to começando ainda tenho mto que aprender e evoluir na poesia....
    meu blog é: http://alefapenas.blogspot.com/
    Alef Augusto (Alef Apenas)@alefapenas
    alefapenas@gmail.com

    ResponderExcluir
  36. Comentar poesia...
    Como..?
    Só fazendo outra.
    O q. senti ao lê-la foi só meu.
    E precisaria de novas palavras.
    Apesar de escrito por vc. ela é de todos e única a cad um q. a leu.
    É poesia de erdade rsrs...
    Me trnasportou...
    bjs

    ResponderExcluir
  37. Sérgio Vaz faz da poesia a arte de entender a vida!
    Ele coleciona pedras e faz delas escadas quando quer subir ou então pinta as e enfeita os jardins
    e leva a paz em forma de balões e contagia quem mora longe!
    E me deixa com vontade de um dia coperifar e poetar com ele!

    ResponderExcluir
  38. Poema nao se explica, simplismente Sente !!!!
    Liindooo
    Queroo o livro.
    marcela_braguim@hotmail.com

    ResponderExcluir
  39. Muito boa.
    Como poeta você pode ser tudo. Você pode alcançar a imortalidade através de seus versos. Parabéns!

    Diego da Silva Yassuda
    diegoyassuda@hotmail.com

    ResponderExcluir
  40. Patrícia R. Lima patriciaroze@yahoo.com.br22 de março de 2011 15:13

    Os poetas são mesmo milagrosos pois possuem o poder de nos teletransportar para um mundo de encantos que apenas eles conhecem... Ou será que são deuses fazendo de nós simples mortais, suas criaturas pois nos moldam a seu bel prazer com a ponta de suas canetas mágicas... Eles podem ser o que quiserem pois de tão especiais chego a me perguntar se são humanos ou divinos...

    ResponderExcluir
  41. Se alguém nota que estás ecrevendo bem,
    toma cuidado:é o caso de desconfiares...O
    crime perfeito não deixa estígios.
    Mario Quintana

    ResponderExcluir
  42. Olá Sérgio, sou Savana, do Rio de Janeiro, e me abre o apetite da vida a possibilidade de ganhar seu livro, principalmente por ser participante ativa e fomentadora dos sarais daqui do Rio. E seu livro, é uma arma de poetização em massa. A concorrência é forte, mas vamos lá...

    "Pessoal das quebradas eu vou dando o meu alô
    Esse é meu rap suingado
    Sou filha de cantador

    Assim conto o meu pensar
    Início a brincadeira
    Cada um conta sua história
    Cada qual a sua maneira

    Faço tripa coração
    Bato pandeiro com a mão
    Levanto a minha bandeira.

    Me chamem de otimista ou não
    Positivista, romanceira.
    Nome cada um dê o seu
    Não perca tempo com besteira
    O importante é ter coragem
    E sempre com a humildade
    Fazer da arte brincadeira.

    O saber é inerente a pele, cor ou juízo
    Nasce de toda semente
    Criança, velho ou demente
    Lágrima, dor ou sorriso.

    O homem descobre a ciência
    Tenta ser "explicadô"
    Mas tratar do bicho "homi"
    Todo mundo é "faladô".

    Posso falar disso em coco,
    Fandango e siriá
    Mineiro-pau, lundu e jongo,
    Xote, samba e boi-bumbá,
    No reboletion até o chão,
    Bato coxa no salão,
    Com a Lia já fui cirandar.

    O que difere é o só nome
    Inventando o seu código
    É tudo criação do homem
    Seja preto, branco ou gótico.

    É a manifestação do ser
    Que pensa, descobre e cria
    Plantando sua semente
    Para brotar no outro dia.

    Acabando os pré conceitos
    Quebrando muros e pedras
    Desconstruindo os cercos
    Iniciando nova era.

    Se criar não é educação
    Não tem Cecília nem Drummond,
    Nobrega, Nietzsche, Platão,
    Barros, Pessoa e Andrade.
    Eu calo boca e mão,
    Acabou-se a liberdade."

    De repente repente - Savana Maia

    Abraços fortes e axé!

    ResponderExcluir
  43. O poeta-assassino é o melhor...
    e também quero o livro
    Entrega em Salvador?
    Não acho aqui em lugar nenhum...
    Raquel Campos
    quelcampos851@hotmail.com

    ResponderExcluir
  44. Esse é um grande exemplo de uma poesia escrita com o sangue! "Quem lê bebe o sangue de quem escreveu. O ritual da leitura é, como a eucaristia, uma refeição antropofágica." Rubem Alves

    ResponderExcluir