terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
A FINA FLOR DA MALANDRAGEM (texto inédito)
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
SARAU DA COOPERIFA - 10 ANOS: POESIA E TEATRO
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COOPERIFA APRESENTA:
SARAU DA COOPERIFA - 10 ANOS *atenção para os horários
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Quarta- feira
20hs: "Solano Trindade e suas Negras Poesia"
Cia. Capulanas de arte negra
20hs50: SARAU DA COOPERIFA
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Bar do Zé Batidão
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 Jd. Guarujá
Periferia - SP
F: 58917403
*Sobre o espetáculo:
SOLANO TRINDADE E SUAS NEGRAS POESIAS
Este espetáculo faz parte do Projeto Pé no Quintal contemplado pela 16ª edição do Programa de Fomento ao Teatro da Secretaria Municipal de Cultura, criado pela Capulanas Cia de Arte Negra, no qual retrata a força da mulher negra por meio das poesias de Solano Trindade, Elizandra Souza e Capulanas. E busca a ancestralidade nas manifestações populares de matriz afro brasileira e por meio do elemento MC dialoga com a cultura Hip Hop.
As interpretes criadoras contribuem ainda com suas vivências narrativas traduzindo-as de forma poética.
Duração: 50 minutos
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
ATENÇÃO COOPERIFÉRICOS: LANÇAMENTO DO CD DO VERSÃO POPULAR
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LANÇAMENTO DO CD "Quem viu, viu"
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Estrada do M Boi Mirim 1576 – Parque Figueira Grande
Zona Sul de São Paulo - Próx . ao Banco do Brasil
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Ingressos Elas 5,00
Eles 10,00
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Contatos 9391-3503 / 8969-4682 / 9115-9248
ALX.CIENTISTA@HOTMAIL.COM
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Organização : Comunicação Sonora
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
SARAU DA COOPERIFA: MAIS UMA NOITE MÁGICA
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Mil fitas, mil poemas e o nosso sarau mais pareceia que tinha saído do conto das "as mil e uma noites". Sem palavras. Quer dizer, milhões de palavras.
É isso. Dez anos não são dez dias. É tudo nosso!
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sergio vaz
vira-lata da literatura
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
HOJE É DIA DE SARAU DA COOPERIFA
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
QUEM É QUE AUTORIZA O POVO A ESCREVER?
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A literatura é dama triste que atravessa a rua sem olhar para os pedintes, famintos por conhecimento, que se amontoam nas calçadas frias da senzala moderna chamada periferia. Freqüenta os casarões, bibliotecas inacessíveis ao olho nu e prateleiras de livrarias que crianças não alcançam com os pés descalços.
Dentro do livro ou sob o cárcere do privilégio, ela se deita com Victor Hugo, mas não com os Miseráveis. Beija a boca de Dante, mas não desce até o inferno. Faz sexo com Cervantes e ri da cara do Quixote. É triste, mas A rosa do povo não floresce no jardim plantado por Drummond.
Quanto a nós, Capitães da areia e amados por Jorge, não restou outra alternativa a não ser criar o nosso próprio espaço para a morada da poesia. Assim nasceu o sarau da Cooperifa.
Nasceu da mesma Emergência de Mário Quintana e antes que todos fossem embora pra Passárgada, transformamos o boteco do Zé Batidão num grande centro cultural.
Agora, todas às quartas-feiras, guerreiros e guerreiras de todos os lados e de todas as quebradas vem comungar o pão da sabedoria que é repartido em partes iguais, entre velhos e novos poetas sob a benção da comunidade.
Professores, metalúrgicos, donas de casa, taxistas, vigilantes, bancários, desempregados, aposentados, mecânicos, estudantes, jornalistas, advogados, entre outros, exercem a sua cidadania através da poesia.
Muita gente que nunca havia lido um livro, nunca tinha assistido uma peça de teatro, ou que nunca tinha feito um poema, começou, a partir desse instante, a se interessar por arte e cultura.
O sarau da cooperifa é nosso quilombo cultural.
A bússola que guia a nossa nau pela selva escura da mediocridade.
Somos o grito de um povo que se recusa a andar de cabeça baixa e se prostar de joelhos.
Somos O poema sujo de Ferreira Gullar.
Somos o Rastilho da pólvora.
Somos Um punhado de ossos, de Ivan Junqueira Tecendo a manhã de João Cabral de Melo Neto.
Neste instante, neste país cheio de Machados se achando serra elétrica, nós somos a poesia:
Essa árvore de raízes profundas regada com a água que o povo lava o rosto depois do trabalho.
FÉ NO TRABALHO
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