quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

PRÊMIO GOVERNADOR DO ESTADO 2011




Povo lindo, povo inteligente,


acabei de saber que fui indicado ao Prêmio Governador do Estado, concedido pela Secretaria da cultura do Estado de São Paulo, que vai premiar várias categorias do meio cultural: Artes visuais, Cinema, Circo, Dança, Inclusão Cultural, Música, Teatro e Destaque Cultural.

Se já não bastasse a boa notícia, ainda concorro a duas categorias "Inclusão Cultural e Destaque cultural", da hora, né?


Ainda tem o Emicida e o Jeferson De concorrendo a outras categorias.


A votação é popular e quem estiver afim de votar é só acessar: http://www.cultura.sp.gov.br/StaticFiles/PremioGovernador2011/index.htm


Ninguém faz nada pensando em prêmio, mas também não ficamos tristes com a notícia.


É isso. A luta não para.


Sergio Vaz



terça-feira, 3 de janeiro de 2012

UM SONHO





Um sonho
Ontem sonhei o teu sonho
Sonhei que os soldados
Cantando e dançando
Libertando-se de todo mal
Surgiam de todos os lugares
Para velar o funeral
De todo arsenal
Das ogivas nucleares.
No sonho
Os homens não eram escravos
Nem de si
Nem dos outros
Tampouco das cores
Pois o dinheiro
Havia sido morto no combate com o amor.
As crianças,
Cravo e canela,
Dançavam com as flores
Como não tinham fome
Caçavam estrelas
Quando cansadas
Tornavam-se nelas.
Sonhei
Que as mulheres e os homens
Não tinham coisas,
Mas sentimentos
E em sinal de alegria
Plantavam suas orações
Não de mãos espalmadas,
Mas de braços dados
Com o milagre do dia.
E Deus,
Todo pequeno gesto de amor,
Não freqüentava igrejas,
Livros ou estátuas.
Apenas corações,
Só corações.
Ontem sonhei o teu sonho
Sem saber que também
Era o meu.

Sergio Vaz


*do livro "Colecionador de pedras" global editora

A FINA FLOR DA MALANDRAGEM




A fina flor da malandragem – Sergio Vaz

Duzão é piloto, e o que da fuga à essa malandragem. Na madrugada, a bordo de um Mercedes, dirige certos por vias tortas.
Aninha já passou o ferro em várias madames, dizem por aí que pra mais de vinte.
Cabeção tem olhar de rapina e um iceberg no coração, quando entra no banco já vai direto no caixa.
Colorau não age na quebrada, gosta de fazer mansão.
Lu ganha a vida distribuindo suas ideias através de um pó branco comprimido, a molecada fica alucinada. Nada contra quem mexe, mas ela nunca meteu a mão no pó dos outros.
Vavá não pode ver carro parado que leva, se não der na chave leva nas costas.
Lourival mete o cano desde criança, o pai se virava no alicate, e nunca teve medo de cerca elétrica.
Como teve problemas de berço, Mariana pega o filho dos outros e devolve por uma quantia mínima.
Julião põe medo em muita gente, também pudera, já enterrou vários com uma pá na mão.
Salete limpou a casa de Sonia, quem deu a fita foi a Rose, que se bobear limpa até as casas dos parentes.
Marcio resgatou Sales da cadeia, e saiu do presídio pela porta da frente, ninguém fez nada.
Elizabeth quase não ri, é uma espécie de gerente da boca, na rua dizem que ela é a patroa.
Nego Jan vende tudo que pega: relógio, TV, DVD, Eletrodomésticos em geral, carro, moto, corrente de ouro, roupa de marca, e demais mercadorias. Sua lábia é mais afiada que lâmina de gigolô.
Cocão tem problemas com a injustiça e está no semiaberto, passa o dia na oficina e a noite dorme no 3º andar. Quando pode, Guida e preto Will, parceiros de caminhada, o visitam no domingo.
Luciana não tem medo de sangue, já ajudou a cortar vários desconhecidos, muitos cagam de medo de morrer na mão dela.
Casulo não tem medo de nada, já passou o revólver até no carro da polícia.
As pessoas acima são suspeitas de ter a coragem de trabalhar, e enfrentar o dia a dia com a dignidade que só o sofrimento ensina, e por mais simples que sejam, nunca se evadiram da responsabilidade de lutar.

A malandragem fica por conta de quem lê.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

AMAR É SOFRER...

AMAR DÓI AMAR


Cansei de ser amar
Quero ser amado.
Não quero estar no mapa
Quero ser encontrado.

Se o coração está seco
De nada adianta beijo molhado.
Grande coisa um belo olhar
Se você não é notado


Amar é sofrer
Ser amado... nem dói.

Que chorem pelos cantos
Deste mundo redondo,
Ou se quiserem que façam promessas
aos santos, ao papa, ao pastor,
e até a Deus se quiserem, que eu nem ligo.

Olhei demais pela janela
Agora só meu umbigo.

Também não quero romance de mentirinha
Tem quer ser de verdade
Assim como Romeu amou Julieta,
De tomar veneno e tudo.
mas já vou logo avisando:
veneno não tomo. Só cerveja.

Pois é, acordei com preguiça de amar
E disposição para ser amado.

Se alguém quiser, bem. Senão, bem também.

Quem me amar, que não me mande bilhetes,
Quero cartas chorosas
Cheirando suores indecentes.

Bom, já disse, amar não amo mais.
Nem percam tempo comigo
Que é andar para trás.

Quem me quiser
Tem que saber dar de comer, pois:
Quero estrelas no café
Bolinhos de fogo no almoço
E seios fartos no jantar.

Não vou levar ninguém no colo.
O máximo que posso fazer
É dar saliva na boquinha,
Pentear sobrancelhas e fazer cosquinhas na virilha.
De resto, ficar esperando pelo gozo
Sem ter trabalhado.

Sempre amei, nunca fui amado
Ser amado é melhor que amar?
Não sei.
Mas foi assim que me disse um poeta abandonado.

Sérgio Vaz

COOPERIFA ANO 11



BRASINHAS DO ESPAÇO

Brasinhas do espaço

Eram criaturas
De um planeta imaginário.
Herméticos neste mundo
Todos se chamavam Speed Racer,
E falavam uma língua estranha
Que os adultos não entendiam.
Vorazes,
Alimentavam-se de sonhos,
Liberdade, vento,
De K-suco e pão com mortadela.
Esses monstrinhos
Queriam dominar a terra.
Chegavam aos montes
Descendo ladeiras,
Pilotando naves exóticas
Feitas de tábua de compensado
E rodinhas de rolimã.
Não fosse o tempo
Teriam dominado o universo

Sérgio Vaz


*extraído do livro "Colecionador de pedras" Global Editora

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

GANHADORES DA PROMOÇÃO "LITERATURA, PÃO E POESIA"

Povo lindo, povo inteligente,

quem vai receber oo livros em Casa é a Desirée Troyack e o Lucas Vieira, parabéns. Favor enviar enderreço para (Poetavaz@ig.com.br).
Queria aproveitar para agradecer a todos e todas que participaram dessa agitação literária neste finzinho de ano.
São várias mensagens lindas e bacanas, espero que sinceras.

Valeu. Até a próxima.

Sergio Vaz