terça-feira, 27 de dezembro de 2011

POESIA





Amei certo as pessoas erradas.

Amei errado as pessoas certas.

Nunca fui bom em amar e ser amado.

Amar parece coisa de profissional

não para amadores como eu.


sergio vaz

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

GANHE O LIVRO "LITERATURA, PÃO E POESIA"



Povo lindo, povo inteligente,


quer ganhar o livro "Literatura, pão e poesia" grátis, autografado e entregue na sua casa?

Então deixe uma mensagem de ano novo aqui no blog que na quarta-feira (28.12) o GOG e o Fernando Anitelli (Teatro Mágico) irão escolher as duas melhores, ou a que eles mais gostaram, e o (a) sorteado(a) irá receber o livro em casa sem custo nenhum.


Bora agitar este finzinho de ano?


Sergio Vaz

DIPROMA DE POETA








DIPROMA DE POETA - SÉRGIO VAZ
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Povo lindo, povo inteligente, como a poesia não pode parar nesta sexta-feira fui promover um sarau com a turma do EJA Modular na Escola Aracy, em Taboão da Serra, numa parceria com a Secretaria de Educação, e intitulada "Caminhos poéticos da educação". E que vem se juntar com os saraus nas escolas que faço às terças-feiras.
Fico muito feliz quando vou falar de poesia para esses alunos, primeiro porque acho que voltar a estudar depois de tanto tempo longe da escola exige muita coragem, além de muita humildade e disposição. Porque se a gente analisar friamente é muito mais fácil ficar em casa assistindo novela, jogando baralho no bar, ou simplesmente vendo o tempo passar. E o tempo passa. Mesmo se você, ou eu, escrevê-lo com "N", ou com "M".
Dizem que para ser alguém na vida é preciso ter um, ou vários diplomas, coisa que eu não concordo muito, lógico que não sou louco de ser contra o canudo e acho que todo mundo na periferia devia ter condições de estudar em uma universidade para conseguir um, e sei que é fundamental a gente ir mais além do que o ensino médio, mas para ser alguém na vida de verdade a gente devia conquistar também o conhecimento. E se ele vier acompanhado de um diploma então...
Diploma tem a ver com estudar para as provas e conhecimento com estudar para a vida, e não termina nunca. Por isso acho que os dois deveriam vir juntos, assim quando a gente se sentasse numa roda para trocar idéias a gente não falaria só das nossas profissões. Não existe nada mais chato do que um profissional, seja de qualquer área, exercendo sua profissão na mesa de bar.
Conheço poeta que não lê, jornalista que não gosta de notícia, professores que não estudam justamente porque acham que se formaram, como se sabedoria se medisse por grau ou degrau.
Ninguém sente saudade do histórico escolar, mas das histórias dos tempos de escola, da faculdade. Do recreio, dos professores, dos amigos, do aroma indescritível da infância e da adolescência. Só por isso, já vale muito a pena estudar.
Um senhora uma vez me disse com um sorriso e uma dignidade divina estampada no rosto que tinha voltado a estudar porque não queria morrer sem saber ler nem escrever, pois tinha medo de chegar no céu e não conseguir ler as placas que indicavam o caminho a Jesus. Não disse, mas pensei, que se alguém quisesse encontrar algum tipo de deus, qualquer um, devia segui-la. Pessoas humildes acendem luzes no fim do túnel.
Diploma e conhecimento, por falta dos dois me tornei poeta, que é a forma mais bela que achei pra dizer que sou analfabeto.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

FELICIDADE - SERGIO VAZ





MILAGRES ACONTECEM QUANDO A GENTE VAI À LUTA




FELICIDADE - SERGIO VAZ


As coisas não nasceram para dar certo, somos nós é que fazemos as coisas acontecerem, ou não.Acredito que a gente tem que ter um foco a seguir, traçar metas, viver por elas. Ou morrer tentando. Jamais queimar etapas e saber reconhecer quando é a sua hora.

O Acaso é uma grande armadilha e destroi os sonhos fracos de pessoas que se acham fortes.Procure não passar do tempo e nem chegar antes. Preparar o corpo, o espírito, estudar o tempo o espaço. Não ser escravo de nenhum dos dois.


Observe as coisas que interferem no seu dia e na sua noite. E saiba entender que há aqueles sem sol e sem estrelas e que a vida não deve parar só por isso.


Seja gentil com as pessoas e consigo mesmo. E gentileza não tem nada a ver com fraqueza, pois, assim como um bom espadachim, é preciso ter elegância para ferir seus adversários.


O que adianta uma boca grande e um coração pequeno. Nunca diga que faz, se não faz.

Ame o teu ofício como uma religião, respeite suas convicções e as pratique de verdade, mesmo quando não tiver ninguém olhando. Milagres acontecem quando a gente vai à luta.


Pratique esportes como arremesso de olhar, beijo na boca, poema no ouvido dos outros, andar de mãos dadas com a pessoa amada, respirar o espaço alheio, abraçar sonhos impossíveis e elogios à distância.


E, em hipótese alguma, tente chegar em primeiro. Chegar junto é melhor, até porque, o universo não distribuiu medalhas nem troféus.


Respeite as crianças, todas, inclusive aquela esquecida na sua memória. Sem crianças não há razão nenhuma para se acreditar num mundo melhor.


As crianças não são o futuro, elas são o presente, e se ainda não aprendemos com isso, somos nós, os adultos, é que tiramos zero na escola.


Ser feliz não quer dizer que não devemos estar revoltados com as coisas injustas que estão ao nosso redor, muito pelo contrário, ter uma causa verdadeira é uma alegria que poucos podem ter.

Por isso, sorrir enquanto luta, é uma forma de confundir os inimigos. Principalmente os que habitam nossos corações. E jamais se sujeite a ser carcereiro do sorriso alheio.


Não deixe que outras pessoas digam o que você deve ter, ou usar. Ter coisas é tão importante como não tê-las, mas é você quem deve decidir. Ter cartão de crédito é bom, porém, ter crédito nele tem um preço.

Se possível, aprecie as coisas simples da vida, vai que no futuro... Adeus pertences.

Esteja sempre disposto ao aprendizado, e não se esqueça que, quem já sabe tudo é porque não aprendeu nada.As ruas são excelentes professoras de filosofia, pratique andar sobre elas.


Procure desvendar as máscaras do dia a dia, pois o segredo está no minúsculo - assim como um belo espetáculo do crepúsculo-, no pequeno gesto das formiguinhas esconde a grandeza a ser seguida pela humanidade.Tenha amigos. Se não tem, seja. Eles virão.

Felicidade não se ensina, é uma magia, e o segredo está na disciplina de uma vida sem truques e sem fogos de artifícios.


E não acreditem em poetas. São pessoas tristes que vendem alegria





*do livro "literatura, pão e poesia" Global Editora


quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

RENAS DE TRÓIA - SERGIO VAZ




RENAS DE TRÓIA - SERGIO VAZ


Para delírio dos comerciantes deste país, chegamos finalmente na semana das festas natalinas. Nem no dias das mães consegue-se vender mais do que o natal. É uma época para dar e ganhar presentes. Época que se mede o afeto das pessoas pelo tamanho do presente que se ganha. Ou dá.
Por onde quer que você ande você pode escutar os sinos badalarem, e de quebra, a cantora Simone importunando os nossos ouvidos com o chato daquele refrão: “então é Natal, então é natal, então é natal…”, como se a gente ainda não soubesse. Só de lembrar…
Para falar bem a verdade eu nunca gostei do natal, não sei bem o porque, mas não gosto. Acho que deve ser porque nunca tive natal na minha infância, tampouco na adolescência.
E também nunca gostei do velhinho de barba, o tal de Noel. Ele, pra nós, sempre foi uma pessoa extremamente deselegante, nunca aceitou o convite para visitar a nossa casa.
Dizem as más línguas que ele não gosta de criança pobre e tem medo de circular na favela. Prefiro o Ano novo.
Ninguém pode me culpar por não gostar do papai Noel. Todos que eu conheci tinham barba, cabelo e barriga falsa, e quase nenhum era velhinho. E na sua grande maioria homens desempregados à procura de bico para sobreviverem. Mais ou menos como em lanchonete Fast Food americana: gente que é paga pra sorrir, mesmo sem alegria no coração. Ninguém pode ser feliz ganhando o que eles ganham.
Dizem as más línguas que a figura do bom velhinho foi criado sob encomenda ao artista e publicitário Habdon Sundblom por uma grande empresa de refrigerante mundial. E Assim nascia mais um personagem americano que dominaria o mundo.
Não gosto desse clima natalino porque ele me soa falso. As pessoas me soam falso. E eu também sôo falso.Por conta desse clima de falsa solidariedade vou ter que abraçar até quem eu não gosto, e ser abraçado por quem não gosta de mim. No natal a gente finge que ama e acredita que é amado. Nada mais triste.
Não é amargura, coisa de poeta que não tem chaminé, só não entendo o natal, esse “jeito americano de ser”, que as pessoas acreditam, mas que eu não tenho.
Não gosto do natal porque também é uma época que neva muito no Brasil, não suporto o frio, meu aquecedor está sempre quebrado.
Mas gostando ou não gostando, já é natal.
Mesa farta, mesa falta, em tudo quanto é casa. Em umas Cristo não se manifesta, em outras não foi convidado. Se puderem, tenham boas festas.
Ah, antes que eu também me “esqueça”: – Feliz aniversário, Jesus.



*do livro "Literatura, pão e poesia" Global Editora

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O RIO DE JANEIRO CONTINUA LINDO

A POESIA NÃO PÁRA


foto no Citybank hall RJ



Povo lindo, povo inteligente,


o Rio de Janeiro continua lindo. Neste final de semana fui fazer umas poesia no Festival Cultural da Biblioteca Parque de Manguinhos, aliás, diga-se de passagem um lugar maravilhoso. Agradeço a Maura e o Alexandre pelo convite, e a Vera e Ivete pela recepção calorosa. Achei da Hora.

De lá fui para o Citybank hall (o bagulho é gigante) que fica na Barra da Tijuca participar do Show do Teatro Mágico, onde fiz umas poesia para o público Carioca que recebeu muito bem a minha poesia. Parabéns a Trupe pelo aniversário.

Lá trombei meu amigo MC Leonardo (APAFUNK) e fomos dar um rolê na zona Oeste (Rio das Pedras, Musemba e Itanhangá) quebradas que ainda não conhecia. De lá um rasante até a Lapa, porque ninguém é de ferro, né não?

É isso. O Rio continua lindo, mas São Paulo continua no meu coração.


Vou tentar ter férias.


Sergio Vaz

RECEITA PARA UM NOVO DIA

Receita para um novo dia - Sergio vaz


Pegue um litro de otimismo,
Duas lágrimas – de preferência
Escorridas no passado

Duas colheres de muita luta
E sonhos à vontade.

Duzentos gramas de presente
E meio quilo de futuro.

Pegue a solidão, descasque-a toda
E jogue fora a semente.

Coloque tudo dentro do peito
E acenda no fogo brando das manhãs de sol

Mexa com muito entusiasmo.
Ao ferver, não esqueça de colocar
Uma dose de esperança
E várias gotas de liberdade.

Sorrisos largos e abraços apertados,
Para dar um gosto especial.
Quando pronto,
assim que os olhos começarem a brilhar,
Sirva-o de braços abertos.


*do livro Colecionador de pedras (Global Editora)